<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956</id><updated>2012-02-09T23:27:00.892-03:00</updated><category term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Franz Oliver - procura-se um corpo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-2673424922154267861</id><published>2008-02-19T14:28:00.004-03:00</published><updated>2011-02-11T12:04:16.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Suburbana Lucilinda</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mais uma noite que desaba...&lt;br /&gt;Assim como minha carcaça mórbida em cima desse asfalto preto e branco.&lt;br /&gt;Dentro do toca fitas as velhas meditações de musicas celtas.&lt;br /&gt;Meu corpo grande mal cabia dentro desse fusca, me sentia fora do esquadro, às vezes de cabeça para baixo.&lt;br /&gt;Ponteiros quebrados e luzes em tormentas mau contatos.&lt;br /&gt;Os olhos famintos devoravam aquelas meninas no caminho de volta pra casa.&lt;br /&gt;Tantas luzes, carros, bolsas e bolsinhas... Tanta cachaça escapando da garganta... Tantas brancas, negras e japonesas dentro da disritmia em meio tantos transeuntes.&lt;br /&gt;Enfio a mão no porta-luvas sem tirar a minha atenção e encontro o último baseado.&lt;br /&gt;Uma curva brusca à direita e rapidamente entro em beco escuro.&lt;br /&gt;Creio que não tenha saída!&lt;br /&gt;Ao meio o meu momento “relax”, olhos trancados curtindo o ar da fumaça.&lt;br /&gt;Uma das meninas multicoloridas encosta-se na lateral do carro levantando a mini-saia, calcinha ao meio dos joelhos, agachada, deixando escorrer por baixo do carro um rio de urina.&lt;br /&gt;Aquela sonoplastia era inconfundível!&lt;br /&gt;Acompanhei todo o processo em câmera lenta, disfarçado.&lt;br /&gt;Ela sabia que eu estava ali... De olhos famintos naquela boca suada.&lt;br /&gt;Ao vê-la virando de costas levantando a calcinha que mal cabia naquele rabo todo ela simplesmente vira-se em minha direção bate no vidro do passageiro e me pede um cigarro.&lt;br /&gt;De língua travada quase não consigo dizer uma palavra se quer, mas conseguir negar meu vício óbvio.&lt;br /&gt;Ela insistia em dar “um tapinha”, acho que era dessa forma que ela se referia ao trago...&lt;br /&gt;A mulher não me largava e isso amenizava meu nervosismo.&lt;br /&gt;Uma voltinha no “fusquete” como ela queria e íamos nós, rodando, rodando... Observando aquela arquitetura urbana que parecia nos seguir com o olhar dos bonecos de mármores.&lt;br /&gt;Enquanto isso ela acabava com meu cigarrinho e comentava um apanhado de crônicas eróticas, baseado em suas historias picantes.&lt;br /&gt;Já estava tão excitado com tanta história que queria mesmo era enfiar a mão no meio daquelas coxas arrancando a meia calça preta desfiada.&lt;br /&gt;Depois do desejo escorrendo mente a baixo, empurraria de lado sua calcinha vermelha comendo-a no banco do passageiro de qualquer jeito que permanecer.&lt;br /&gt;Seria uma emoção e tanta dentro daquele fuscão.&lt;br /&gt;Enquanto pensava e armava tudo em minha cabeça inquieta a mulher calou com meu silencio. Encarou meus olhos com ar de assustada perguntando o que eu fazia da vida.&lt;br /&gt;Agora ela já começava a dar conta do que estava fazendo...&lt;br /&gt;Então falamos e falamos mais...&lt;br /&gt;O carro estancou.&lt;br /&gt;O ponteiro do combustível já passara da reserva.&lt;br /&gt;A gasolina chegou ao fim como minha paciência.&lt;br /&gt;Tinha prestado tanta atenção naquela louca que nem mesmo sabia onde estávamos.&lt;br /&gt;A única noção de localização era a cidade lá em baixo que se via depois de um abismo.&lt;br /&gt;Era como se estivéssemos por cima das luzes da cidade e de toda aquela selva de pedra reluzente.&lt;br /&gt;Aproximava-me do fim da reta pra tentar me encontrar enquanto a doida saia batendo a porta do carro.&lt;br /&gt;- Valeu aí cara!&lt;br /&gt;Desconfiada e acelerada ela caminha olhando pra trás.&lt;br /&gt;Minha mente mais que furiosa escuta a voz da covardia me humilhando, me empurrando até correr, tropeçando pelo caminho atrás daquela ambulante.&lt;br /&gt;Segura pelo braço ela é arrastada de volta ao carro.&lt;br /&gt;Tentando reagir numa luta desleal, a bonequinha falha em seus tapas.&lt;br /&gt;Realmente já está bem chapadinha pra acertar alguém...&lt;br /&gt;Coloco em cima do capô do fusca seu corpo, e vou arrancando sua blusinha sem sutiã.&lt;br /&gt;Sua reação vai se acalmando e seus movimentos cada vez mais lentos, quase desarmados e entregue.&lt;br /&gt;Na foto do RG preto e branco caído ao chão seu sorriso era o mesmo daquele instante... Lucilinda estava adorando, ainda dava pra ver no canto da boca o sorriso lento.&lt;br /&gt;Na pressa que eu me encontrava, só deu tempo de abrir o zíper para começar a roçar meu mastro por cima de sua mini-saia quadriculada preta e branca.&lt;br /&gt;Era assim que me esfregava até sentir sua calcinha abrir espaço para invadi-la discretamente com toda minha vontade nessa mulher.&lt;br /&gt;Quanto mais sentia sua excitação com minha indecência, mais dava vontade de puxar seu cabelo para baixo, morder seu queixo e deslizar minha língua áspera por seu pescoço liso até chegar a seus mamilos cáusticos.&lt;br /&gt;As pernas numa abertura razoável ajudavam.&lt;br /&gt;Seu calcanhar empurrava minhas costas fazendo força pra dentro até sentir que eu não tinha mais o que penetrar.&lt;br /&gt;Não gemia nem gritava como imaginava que faria, apenas mordia bem forte o lábio superior fazendo uma cara de dor.&lt;br /&gt;Respondi sua provocação com uma violenta aceleração.&lt;br /&gt;Lucilinda fazia uma cara de dançarina ébria da noite e isso só me aumentava a vontade de banhar seu rosto com meu leite morno.&lt;br /&gt;Depois deixaria escorrer livremente via-crúcis até chegar ao ralo íntimo.&lt;br /&gt;Era à vontade com o desejo junto à cena real que se entrelaçava em meus dedos fortemente ao teu cabelo curto vermelho.&lt;br /&gt;Movimentava sua cabeça com força lhe fazendo ver meu entrar sair veloz, confuso e tardio.&lt;br /&gt;Sua boca abria num gemido agudo me irritando como se já tivesse ouvido essa agonia antes.&lt;br /&gt;Parecia um choro de um recém nascido.&lt;br /&gt;– Como detesto esse tipo de choro!&lt;br /&gt;Tentava tapar sua boca apertando com as duas mãos.&lt;br /&gt;Beliscava seu rosto e torcia seu pescoço.&lt;br /&gt;Sem ter noção do que eu tava fazendo senti seus braços se debaterem como tivesse pedindo para parar.&lt;br /&gt;Olhei para seus olhos revirando lentamente e sentir um prazer indescritível.&lt;br /&gt;Era minha hora então de jorrar o maldito leite da orgia, berrante lua cheia.&lt;br /&gt;Num sorriso sarcástico fui jorrando dentro dela um tudo de mim que se expulsava no mesmo compasso em que seu corpo caia desacordado.&lt;br /&gt;Não sentira mais prazer...&lt;br /&gt;Quando enfim me desgrudei da ambulante observei seu corpo desmaiado em meus pés.&lt;br /&gt;Chutei seu ombro para ver se a louca acordava. Não mexia um membro de quer.&lt;br /&gt;Preocupado com a brincadeira de mau gosto e o dia prestes a nascer me senti rompido debaixo do céu cor de sangue.&lt;br /&gt;Minhas carnes tremiam...&lt;br /&gt;Corria de encontro ao carro deixando o corpo de Lucilinda pra trás.&lt;br /&gt;Minutos depois a imagem de Lucilinda levantando meio atordoada pelo retrovisor. Uma boneca desmontada e despenteada puxava sua saia se recompondo.&lt;br /&gt;De dentro do carro, uma carteira de cigarros amassado e dois chicletes.&lt;br /&gt;Um já estava em minha boca enquanto arrumava os cabelos e desamassava um dos cigarros pra acender.&lt;br /&gt;Minha boca se abria aos poucos num sorriso antigo.&lt;br /&gt;Outra olhada pelo retrovisor enquanto girava a chave e o carro estancou.&lt;br /&gt;Na pancada que dava no volante assustei meus olhos que se abriram saltitante.&lt;br /&gt;Calça encharcada de urina, tão molhada quanto o corpo suado tremiam minhas mãos de pavor.&lt;br /&gt;Ainda assustado com todo aquele pesadelo agarrei ao volante e me debrucei lembrando de Lucilinda.&lt;br /&gt;- Você está bem professor?&lt;br /&gt;Ouvi sua voz enquanto levantava vagarosamente minha cabeça.&lt;br /&gt;De carnes tremulas minha língua novamente travava com aquela aluna folheando um livro de Clarice, pernas cruzadas mascando chicletes.&lt;br /&gt;Abri a porta dando um salto pra fora do carro.&lt;br /&gt;Circulando meu olhar para tentar saber onde estava ou quem era eu afinal.&lt;br /&gt;Ou pior... O que aquela aluna estava fazendo dentro do meu carro àquelas horas.&lt;br /&gt;A memória ia se recobrando com imagens coloridas e vozes roucas de Lucy me pedindo carona depois da aula.&lt;br /&gt;Paramos na frente de uma boate cheia de luz néon, numa daquelas ruelas que só cabe um carro pra fumar.&lt;br /&gt;- O senhor vai demorar muito ou eu vou ter que ir andando pra casa?&lt;br /&gt;Voltei correndo e morrendo de vergonha da loucura que eu acabara de fazer.&lt;br /&gt;Ao gira a chave o carro enfim funcionou, passei à primeira, dei um sorriso pro retrovisor, endireitei a cara olhando pra Lucy.&lt;br /&gt;Pedi que colocasse o cinto, sintonizei qualquer estação de rádio e continuamos nossa trajetória de volta pra casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-2673424922154267861?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/2673424922154267861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=2673424922154267861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/2673424922154267861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/2673424922154267861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/suburbana-lucilinda.html' title='Suburbana Lucilinda'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-2857667937515378354</id><published>2008-02-19T14:28:00.003-03:00</published><updated>2011-02-11T12:01:42.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Doce Virgínia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Deixei hoje a porta da sala entreaberta...&lt;br /&gt;Já sabia que em poucos minutos Virgínia penetraria por aquela porta com suas partituras amassando aqueles enormes e suculentos seios.&lt;br /&gt;Meus olhos sempre por trás da tampa do piano, perfuravam seu longo vestido alvo aonde o sol que vinha do pátio me ajudava a desvirginar Virgínia.&lt;br /&gt;Dessa vez ela entraria sem tocar a mão na maçaneta.&lt;br /&gt;Não entenderia aquela porta bocejada, atraída e invadida, feito esse dia ensolarado.&lt;br /&gt;Meu olhar já estava preparado para enquadrar em closes sua vagina que era enorme e não me saia da cabeça aquele objeto de prazer.&lt;br /&gt;A cada aula era mais desejado...&lt;br /&gt;Apetecia-me lamber, respirar, assoprar e tocar a nota mais aguda da escala “musicanal”.&lt;br /&gt;- Ah! Essa porta-pênis!&lt;br /&gt;Nessa loucura intensa joguei minha calça com cinto, carteira e cigarros sobre a tampa do piano.&lt;br /&gt;Meu olhar agora estava contido por cima da minha velha calça Lee.&lt;br /&gt;Encontrava-me com óculos de grau, de camisa azul desbotada que me cobria o tórax.&lt;br /&gt;Sentado no banquinho de órgão ereto e pulsante desesperado pra penetrar com toda truculência em Virgínia... Só pra ouvir e ver sua boca carnuda gritar e aqueles dentes grandes esbranquiçados morderem a ponta do vestido em gemidos múltiplos.&lt;br /&gt;Em seqüência do estalar dos dedos das mãos comecei a tocar suavemente a mão sinistra nas teclas e a destra na batuta que estava apontando pras suas carnes.&lt;br /&gt;Já podia sentir Virgínia de quatro com o rabo apontando pro teto em cima do piano brincando de tocar a sétima sinfonia de Beethoven, minhas mãos em sua cintura num vai e vem tumultuado...&lt;br /&gt;Nesse instante vejo a sala em transe.&lt;br /&gt;Fogo, fotografias caindo no chão, às notas musicais se esfregando pelas paredes, línguas apagando giz...&lt;br /&gt;A porta em golpes de alerta me incomodava, assim como aquela voz distorcida e distante que se aproximava...&lt;br /&gt;- Será outra deleitosa querendo participar da orgia?&lt;br /&gt;Eu a chamava com os movimentos bem lentos, até que chegou mais perto.&lt;br /&gt;A cena se desfez em fração de segundo com a voz áspera e estrondosa da Diretora me expulsado da sala, pois a escola já se encontrava em seu horário de encerramento.&lt;br /&gt;Eu era o único ser vivo dentro do conservatório...&lt;br /&gt;Levantei do banquinho, fechei a tampa do piano, tranquei a sala, e de dentro do fusca 69 observava pelo retrovisor como a diretora era também uma boa iguaria para ser degustado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-2857667937515378354?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/2857667937515378354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=2857667937515378354' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/2857667937515378354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/2857667937515378354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/doce-virgnia_19.html' title='Doce Virgínia'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-7928384843875438644</id><published>2008-02-19T14:27:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T12:04:30.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Bonequinha Laura</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Parei!&lt;br /&gt;Parei de caminhar, cigarros entre os dedos...&lt;br /&gt;Parei...&lt;br /&gt;Respirei.&lt;br /&gt;Mais um trago...&lt;br /&gt;Esquecidos olhos no trânsito caótico e cinza.&lt;br /&gt;Pessoas correm apressadas, tantas mulheres, crianças arrastadas a passo de gigante.&lt;br /&gt;Cegamente me dá a menosprezada atenção.&lt;br /&gt;Desgravatado, procurando ar entre as narinas cansadas e o mesmo olhar mirando a repetição. Programada gente!&lt;br /&gt;Estou parado e preso nessa tela dividida com o real absurdo.&lt;br /&gt;Parado de pés descalços e cintos desamarrados, abotoadura quebrada.&lt;br /&gt;Brasa aquecendo os dedos magros de um ser que esqueço quase sempre enrolado e pregado na cama.&lt;br /&gt;As cinzas caem entre os dedos longos dos pés e me faz acordar.&lt;br /&gt;O tempo volta ao ponto de partida...&lt;br /&gt;Enrolado, sufocado entre lençóis e amarrado aos nós de negativas fotografias.&lt;br /&gt;O sinal de pedestre se esverdeia no espelho dos meus olhos d'água.&lt;br /&gt;Transeuntes me atropelam na sede de chegar ao outro lado e tudo que me sinto é um ser estranho parado, congelado num casulo de lençóis...&lt;br /&gt;Com a cara estampada nas faixas de pedestres, sinto a morte mais próxima no próximo sinal aberto.&lt;br /&gt;Vejo uma placa com números repetitivos, sem letras próximas ao meu futuro crânio partido.&lt;br /&gt;Meu olhar apaga e quando se acende vejo um sapato negro, bico fino, um salto na altura da minha cabeça e um pé alvo dentro do mesmo...&lt;br /&gt;Uma voz tumultuada, as buzinas dos automóveis, e meu corpo sendo jogado ao banco traseiro.&lt;br /&gt;Uma música ligeira e gargalhada de uma mulher bela refletida ao retrovisor.&lt;br /&gt;Loura boca vermelha com um estranho par de penas penduradas nas orelhas.&lt;br /&gt;Sarda aos ombros nus, derrete meu corpo em puro suor do pudor estabanado.&lt;br /&gt;-Estamos chegando meu anjo rebelde! (redirecionando o retrovisor para o banco de trás)&lt;br /&gt;Não conseguirei pregar os olhos até essa mulher parar o carro. Mas será que ela é algum tipo de extraterrestre disfarçado que irá me levar para uma nave mãe e fazer experiências com meu corpo?&lt;br /&gt;A gravidade elevada começa a perturbar meus ouvidos num zunido perturbador...&lt;br /&gt;Estamos subindo e sumindo de toda a fuzarca sonora de um planeta gritando, nascendo e morrendo de dor...&lt;br /&gt;Só rabisco branco num azul trêmulo em cima da minha cabeça, visto através da janela geométrica.&lt;br /&gt;- Chegamos ao paraíso dos amantes perdidos! (vibrando metade de seu corpo para trás)&lt;br /&gt;Se bem conheço o tempo, o relógio lá fora deve marcar exatamente 17:30, logo a aurora boreal irá pincelar entre os planetas e minha cabeça.&lt;br /&gt;Com um beijo na boca dessa loura de boca vermelha borrando esse batom bom tatuando e lambuzando meu rosto feito palhaço amador...&lt;br /&gt;O som do mar me invade e sua língua me queima a testa, a nuca, o pescoço num giro e contra giro de imensa tentação.&lt;br /&gt;A porta se abre e meu corpo cai novamente ao chão e rola até a ponta do mar, revelando fotografias de mim no lençol amarelado que me prende.&lt;br /&gt;Laura, ela vai logo mencionando seu nome.&lt;br /&gt;- Eu te conheço Franz! (agachada jogando seu cabelo longo pro lado direito)&lt;br /&gt;- Você não mudou nada! (mergulhando dentro da íris do meu olhar mudo)&lt;br /&gt;Da bolsa Laura tira um canivete e já imagino minha sentença de morte sendo executada no terrível paraíso dos amantes perdidos...&lt;br /&gt;Cortando o lençol e as estampas de mim feito louca, tirando a roupa a cada corte, Laura me liberta do casulo e meu corpo se mistura a areia da praia.&lt;br /&gt;Dormente, não consigo me mover e minha língua travada tem vontade de gritar...&lt;br /&gt;Deixando meu olhar ao céu de púrpura Laura corre de braços abertos e como uma bailarina desce rodando até mergulhar seu corpo no mar...&lt;br /&gt;Começo a sentir minhas mãos se mexerem e minha cabeça girar observando seu banho erótico...&lt;br /&gt;- É tão lindo esse corpo branco, esse seio rosado, bico de botão desabrochado, me segando a vontade de ficar quieto (ouvindo a voz da consciência...).&lt;br /&gt;- Vem me pegar Franz, afoga minha vontade de te ter dentro dessa água salgada.&lt;br /&gt;- Me mata de prazer...&lt;br /&gt;Aos poucos vou me levantando e me arrastando, engolindo água tocando em suas pernas torneadas e brancas.&lt;br /&gt;Laura puxa meus cabelos e me encaixa em seu corpo macio.&lt;br /&gt;Boca salgada saliva escorrendo no pescoço, suas pernas se envolvem em minha cintura.&lt;br /&gt;Segurando em meus cabelos Laura se movimenta no balanço do mar me excitando rabiscando minhas costas com suas unhas grandes e fortes.&lt;br /&gt;Uma de suas mãos penetra entre nossos corpos e agarra meu mastro pulsante em suas mãos aos apertos e apelos de uma loura molhada.&lt;br /&gt;Pra cima e pra baixo ela movimenta parte de mim, minha boca se abre e os lábios se esparramam em seu rosto caçoando baixinho.&lt;br /&gt;Os dentes encostam-se a seu pescoço, me sinto um vampiro cheio de sede, pronto para enfiar minha presa em sua jugular.&lt;br /&gt;Esse pensamento é rapidamente obstruído com sua boca descendo no centro de meu peito ralo deslizando por minha barriga imergindo seu corpo no mar.&lt;br /&gt;Por um momento pensei que ela havia sumido dentro desse imenso mar...&lt;br /&gt;Senti sua cintura se encaixar entre minhas pernas e as mãos pro alto apertando meus braços.&lt;br /&gt;Nesse exercício senti sendo chupado por baixo d’água.&lt;br /&gt;Laura levava sua cabeça a superfície para pegar oxigênio e descia de boca aberta me chupando até seu corpo pedir mais ar.&lt;br /&gt;Sinto meu corpo inteiro pulsar, o coração ponteiro acelerado me faz chegar a um prelúdio do orgasmo.&lt;br /&gt;Laura pode sentir em sua boca parte de mim escorrer em sua boca e sai nadando se distanciando dois metros de mim...&lt;br /&gt;Minha consciência teme por não saber nadar, mas se sente atraído e mais louco de vontade.&lt;br /&gt;As pernas trêmulas e pesadas, caminham até seu corpo equilibrado em cima da linha reta da superfície.&lt;br /&gt;Agarro seus cabelos até seu corpo chegar em mim...&lt;br /&gt;Encaixo suas costas em meu peito e vou me esfregando em Laura que geme ofegante.&lt;br /&gt;Rapidamente ela gira seu corpo e seus olhos penetram em minha retina.&lt;br /&gt;Levanto suas pernas e penetro lentamente num esforço lento...&lt;br /&gt;Laura joga a cabeça para trás e mordo seu queixo observando sua boca se abrindo e fechando a cada entrar e sair.&lt;br /&gt;Enlouquecida de vontade, Laura cavalga e rebola sentindo tudo se espalhar por dentro como faz todas as manhãs quando abre por inteiro sua cortina deixando o sol invadir seu quarto.&lt;br /&gt;Sinto cada parte de suas carnes se comporem em mim.&lt;br /&gt;Não consigo me mexer...&lt;br /&gt;Mais um movimento e sei que ela chegará ao clímax que nem mesmo eu imagino...&lt;br /&gt;E tudo se decompõe como uma bomba explodindo, naquele instante um longo berro desgovernado ecoando num orgasmo múltiplo cheio de sal dentro de si.&lt;br /&gt;Mais que imediatamente sinto um botão sendo acionado e ejaculo um jato de prazer dentro de Laura enquanto ela continua puxando meus cabelos e me mordendo a orelha.&lt;br /&gt;Sinto uma dor deliciosa que me faz gritar e desacatar Laura com todas as palavras malditas que gostaria de ouvir na hora do gozo eterno momentâneo.&lt;br /&gt;O sangue pinga em meu ombro e vejo em seus dentes o sangue de minha orelha escorrer em sua boca tingida.&lt;br /&gt;O sal tudo cura e nada sinto além de tanto prazer daquela carne branca que me leva ao delírio de querer mais e mais...&lt;br /&gt;Num balé aquático Laura vai se distanciando cantarolando, feiticeira do mar.&lt;br /&gt;A água já me cobre o peito e a correnteza quer me levar para seu corpo mais uma centena de vezes...&lt;br /&gt;Num esquecimento vou me afogando e o som de seu canto borbulha debaixo do mar onde meu corpo desesperado se debate e luta para se livrar das correntes marinas...&lt;br /&gt;Meu corpo afundando feito chumbo no mar, a boca engolindo água, o oxigênio me falta.&lt;br /&gt;Meus olhos se fechando... O pulsar fraco da vida ficando pra trás.&lt;br /&gt;Os olhos se abrem...&lt;br /&gt;Parei...&lt;br /&gt;Respirei...&lt;br /&gt;Esquecidos olhos no trânsito caótico e cinza.&lt;br /&gt;Pés no chão, enrolado num lençol.&lt;br /&gt;Boquiaberto...&lt;br /&gt;Parado...&lt;br /&gt;Na minha frente, uma boneca de boutique feminina.&lt;br /&gt;Loura boca vermelha...&lt;br /&gt;Cegamente ela me dá a menosprezada atenção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-7928384843875438644?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/7928384843875438644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=7928384843875438644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/7928384843875438644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/7928384843875438644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/bonequinha-laura_19.html' title='Bonequinha Laura'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-344851100813477278</id><published>2008-02-19T14:26:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T12:04:43.127-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Pisicosonografia com Alice</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Num susto e caído ao chão temia ter morrido mais uma vez.&lt;br /&gt;Tinha os cílios grudados e uma visão embaçada, aquela luz da janela me cegava a retina, deixava atento que a morte ainda não havia chegado como prometido nesse último pesadelo.&lt;br /&gt;Sonho mais excêntrico que me puseram pregado a uma parede de tijolos avermelhados.&lt;br /&gt;Um jato de água espancava minha pequena alma em corpo nu, de pés descalços e encarquilhados. Meu rosto em perfil gritava o nome de minha psiquiatra que estava em gargalhadas por trás do vigilante que me surrava com água turva.&lt;br /&gt;Sentia nos poros a agonia de não ter prazer algum.&lt;br /&gt;Parecia real, mas tinha que sair correndo para o conservatório. Já estava atrasado para a primeira aula depois das curtas férias de julho.&lt;br /&gt;Dei uma olhada para o visor digital de meu despertador desusado, herança de meu falecido pai.&lt;br /&gt;Pensei uma, duas, três ou quatro vezes no meio da confusão de calças desabotoadas, boca cheia de pasta e escova de dente segurada pela língua num esforço amarrando cadarço.&lt;br /&gt;Pensei a quinta e a sexta vez... Minha cabeça precisava daqueles comprimidos enfiados na gaveta de baixo, emaranhados com as canetas, clipes e grampos.&lt;br /&gt;Corri primeiro pra pia cuspindo essa razoável escovação, enchi a boca de água e em vez de ejetar engoli juntamente com todo aquele frescor na língua.&lt;br /&gt;Já estava pronto para partir em mais uma nova etapa na escola.&lt;br /&gt;Ao chegar à porta senti que havia esquecido algo, como sempre... Pensando em minha vaga lembrança ao passar pelo portal da casa.&lt;br /&gt;Voltei, dei uma passada de vista na bagunça que havia deixado para trás e ao jogar o travesseiro para o alto vi o brilho do meu chaveiro que era uma réplica de um piano francês. Meu favorito.&lt;br /&gt;Sentei na ponta da cama e comecei a lembrar desse presente ofertado por Alice Ludy, a tal psiquiatra que me fazia deitar naquele divã a falar e falar enquanto escutava seus rabiscos anotados em papel reciclado fragmentos de minha memória.&lt;br /&gt;Embora eu soubesse que jamais poderia me livrar dos espectros que me perseguiam em sonhos, pensamentos e transtornos em simples desabafos, conversões ou coisa do gênero.&lt;br /&gt;Nessas lembranças que me passavam pela cabeça deslumbrei a bagunça do quarto.&lt;br /&gt;Minha janela continuava aberta com aquele lençol amarelado e vertiginoso a balançar.&lt;br /&gt;A gaveta aberta esperando que eu pegasse meus remédios, enfiasse no bolso da camisa juntamente com a esferográfica azul de ponta grossa.&lt;br /&gt;Cascas de amendoins ao chão esperando uma mão mágica limpar toda aquela sujeira para não juntar mais baratas do que as que se escondiam pela manhã.&lt;br /&gt;Lembrava solamente que tinha sempre o dia pra levantar e correr em mais uma rotina. Mas naquele dia senti que minha cama me queria mais um pouco.&lt;br /&gt;Em meio toda tormenta que exalava o mofo estiquei o braço e tomei meu tranqüilizante matinal, a seco.&lt;br /&gt;Era mais uma dejavu.&lt;br /&gt;Enquanto senti descer esôfago abaixo tirei um álbum escondido de fotografias debaixo do colchão, era aquelas minhas vizinhas que eu fotografava em minhas insônias em meio ao sonambulismo.&lt;br /&gt;Comecei a gargalhar por dentro, pois só tinha fotografias de Alice, joguei em cima da cama e fui procurar outros álbuns para recordar...&lt;br /&gt;Quando virei para o outro lado vi todos os álbuns abertos cheio de conhaque derramado em cima e baratas esmagadas com cascas de amendoim.&lt;br /&gt;Esqueci por aquele instante da fúria arder e da excitação barata por fotos manchadas.&lt;br /&gt;Esfreguei um calcanhar no outro e tirei os sapatos, me estiquei na cama e comecei a folhear aquela gostosa psiquiatra.&lt;br /&gt;Tinha uma cara de secretária, óculos quadrados de armação vermelha, cabelos pretos molhados e amarrados feitos daquela moça do café da frente.&lt;br /&gt;Cada pagina que passava tentava me excitar com seu decote, com sua saia cinza longa, sempre bem vestida e coberta de tecidos escuros.&lt;br /&gt;Talvez fosse para não transparecer que no fundo no fundo ela nem calcinha usava.&lt;br /&gt;Dopava-me pra poder falar minhas fantasias de olhos vendados enquanto ela se masturbava bem na minha frente.&lt;br /&gt;Então era por isso que não falava nada, apenas me ouvia e ficava toda encharcada com aquela caneta grossa na ponta da boca chupando a tampa.&lt;br /&gt;Aproveitei que realmente estava atrasado, o horário já havia perdido, primeiro dia de aula é sempre vazio e sem notas pra escrever na lousa e fui andando em direção ao portão de Alice.&lt;br /&gt;Apertei várias vezes à campainha. Insisti tanto que acabei desistindo.&lt;br /&gt;Voltei meio lesado com a soma do remédio e fui cambaleando jogando meu corpo na cama.&lt;br /&gt;Quando dei por mim senti passos pela sala um corpo se aproximando com o cheiro da alfazema do campo, ouvi uma escala musical como se o alguém estivesse arrastando os dedos nas teclas do meu piano.&lt;br /&gt;Fingir estar dormindo e senti sua mão aproximando de meus olhos. Quando pulei da cama, vi que era Alice e me acalmei num breve sorriso tímido.&lt;br /&gt;Ela me perguntava o que eu tava fazendo no portão de sua casa em pleno dia de sua folga.&lt;br /&gt;Disse-lhe a verdade, não poderia esconder depois de tantos anos de terapia, minha vontade de saber o que ela fazia enquanto eu estava de olhos vendados.&lt;br /&gt;Pedi que ela me consultasse em meu quarto, mas com duas condições.&lt;br /&gt;Primeiro: de olhos bem abertos, segundo: de olho em sua reação.&lt;br /&gt;Depois que aceitou comecei a falar o que estava sentido naquele momento...&lt;br /&gt;Lhe falei meu pesadelo daquela alvorada e comecei a misturar meu pesadelo com fantasias.&lt;br /&gt;Nesses fragmentos contados fui abrindo os botões de minha camisa e tirei a calça na oração.&lt;br /&gt;Joguei as peças do lado da cama e mostrei minha ereção por dentro de minha cueca, fiz com que ela passasse a mão levemente para sentir o quanto tinha para satisfazê-la.&lt;br /&gt;Num descontentamento Alice foi ficando eufórica baixando minha cueca até o meio das coxas e passando sua língua molhada em todo meu corpo até descer onde queria.&lt;br /&gt;Suas mãos conduziam o ato puxando minhas costas para frente, soltei seus cabelos e a despi enquanto matava sua sede.&lt;br /&gt;Alice estava possuída por aquela vontade de apenas querer o que já tinha em sua boca pequena, seu olhar e suas mãos confirmavam a insanidade.&lt;br /&gt;Decidi amarrá-la em minha cama e começar a espancá-la com meu abjeto de seu prazer naquele instante.&lt;br /&gt;Ela enlouquecia, gritava com a insatisfação de não ter de novo em sua boca, até colocar outra vez e me movimentar como se estivesse em sua vagina.&lt;br /&gt;Levantava seu corpo e batia com sua nádega magra na cama rangendo a cama frouxa.&lt;br /&gt;Insaciável, adorável Alice...&lt;br /&gt;Era meu momento... Sabia que por trás daqueles óculos sérios existia uma ninfa enrustida.&lt;br /&gt;Eu sentia que era hora de esquentar sua boca com meu gozo, foi quando Alice parou e começou a rir da minha cara inconsciente.&lt;br /&gt;Tentava colocar outra vez, mas sua boca já estava lacrada e selada.&lt;br /&gt;Desamarrou o nó falso de seus pulsos, jogou-me em cima das fotos manchadas, pegou um papel e caneta e me receitou mais um remédio.&lt;br /&gt;Fiquei caído ao chão sem ter nenhuma reação, naquele momento me sentia impotente e com o corpo mais marcado e manchado do que as fotos que minhas nádegas cruas estavam acabando de estragar.&lt;br /&gt;A receita ficou em cima da cama jogada, ela abriu a janela do quarto arrastou o polegar sobre as teclas do piano, dessa vez em retrocesso, bateu a porta e partiu.&lt;br /&gt;Num susto e caído ao chão temia ter morrido mais uma vez.&lt;br /&gt;Tinha os cílios grudados e uma visão embaçada, aquela luz da janela me cegava a retina deixava atento que a morte ainda não havia chegado como prometido nesse último pesadelo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-344851100813477278?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/344851100813477278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=344851100813477278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/344851100813477278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/344851100813477278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/pisicosonografia-com-alice.html' title='Pisicosonografia com Alice'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-9095657521306223352</id><published>2008-02-19T14:24:00.004-03:00</published><updated>2011-02-11T12:22:42.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Imóveis Melícia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Hoje é dia de aproveitar a único dia de folga para checar o calendário e sair resolvendo todos os problemas daquele mês de Março, 80% da minha geladeira branca, quase amarela invadida de tantos recados pregados.&lt;br /&gt;Nas gavetas desarrumadas, tantas anotações e pequenos rascunhos de cartas rasuradas...&lt;br /&gt;Realmente nunca sei o que quero ou pra quem escrevo, mas escrevo.&lt;br /&gt;Deve ser para essas minhas mulheres imaginárias...&lt;br /&gt;São elas que saem do papel e me tiram a roupa, se enfiam debaixo do cobertor em beleza nua e delicio uma nova viagem...&lt;br /&gt;Mais um contrato de locação se rompendo dentro de poucos dias e eu precisava sair correndo pra ver os classificados na banca de jornal.&lt;br /&gt;Essa seria a extrema urgência daquele mês...&lt;br /&gt;Um amontoado de roupa pra lavar e nada limpo em meu guarda-roupa.&lt;br /&gt;Ainda têm que arrumar tempo de trocar a porta da sala e a dobradiça do guarda-roupa.&lt;br /&gt;Visto uma calça quadriculada da semana passada, mesmo sem cuecas e uma camiseta preta pra disfarçar a sujeira.&lt;br /&gt;Uma borrifada de perfume francês resolve um pouco. Chinelo nos pés e lá vamos nós dá uma olhada nos classificados.&lt;br /&gt;Deixando aquele artefato de bagunça surreal pra trás sinto na retina a dor de um dia irradiante cegando minha retina.&lt;br /&gt;Sempre esquecendo algo ou algumas coisas. Ou até pior... De minha alma.&lt;br /&gt;Então, óculos na cara de gral multicolor, carteira, caneta, papel, moedas, chaveiro, guarda-chuva, amuletos de proteção divina e acho que é só.&lt;br /&gt;Na porta de casa lembro do relógio e mais uma vez volto em resgate ao tic tac do relógio da sala. Sem muita coragem de resgatar meu relógio de pulso, arranco o relógio de parede e enfio na sacola.&lt;br /&gt;Dessa vez saio sem pensar em mais nada.&lt;br /&gt;Mas ainda me vinha na cabeça que poderia estar andando de wolkman pra contrariar o dia.&lt;br /&gt;De frente aos anúncios populares visualizo rapidamente aqueles anúncios de quartos, quitinetes.&lt;br /&gt;Um dos anúncios em negrito e caixa alta me chamou muita atenção e o nome da imobiliária mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMÓVEIS MELÍCIA&lt;br /&gt;ALUGA QUARTOS&lt;br /&gt;COM MUITO PRAZER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me atraído por esse anuncio e fiquei ali hipnotizado por mais de cinco minutos imaginando como seria essa Melícia com toda malícia de minha mente transviada.&lt;br /&gt;Gravei em minha mente o endereço e corri para o ponto do ônibus imaginando Melícia.&lt;br /&gt;Ao chegar na rua da Imobiliária não conseguia encontrar o numero mas achei uma placa de madeira envelhecida e mal pregada com o nome ilegível da Imobiliária.&lt;br /&gt;Parecia uma casa abandonada, me senti todo arrepiado ao entrar, pois tinha uma luz amarelada e fraca na parede enquanto subia uma escada mal acabada que dava de encontro a uma recepção.&lt;br /&gt;Lembrava um consultório dentário daqueles de ultima categoria.&lt;br /&gt;Não tinha ninguém para poder me atender, mas tinha um sino daqueles que você bate com a palma da mão pra ser atendido.&lt;br /&gt;Bati inúmeras vezes até sair de uma porta do lado esquerdo uma mulher daquela escuridão.&lt;br /&gt;Despenteada e puxando sua saia curta pra baixo.&lt;br /&gt;Atendia-me com uma cara de sono e com uma voz rouca como se dormira á alguns séculos.&lt;br /&gt;Naquele bocejo dela também fui bocejando até que me guiou até essa tal sala do lado esquerdo me apresentando Melícia para mostrar um catalogo de quartos.&lt;br /&gt;Quando aquela mulher morena de cor branca e de olhos claros olhou em minha íris, fiquei mais enfeitiçado que anuncio.&lt;br /&gt;- Então o senhor quer alugar um quarto?&lt;br /&gt;- Sim! Respondi engasgando...&lt;br /&gt;- E o senhor tem preferência?&lt;br /&gt;Lhe pedi que me mostrasse todos que ela tivesse no catalogo, iria ver um por um se ela tivesse tempo disponível para me mostrar tudo.&lt;br /&gt;Sua mesa era vazada, dava pra ver suas pernas brancas e sem pelos cruzarem na minha frente.&lt;br /&gt;Enquanto ele folheava o catalogo, fui deslizando meu corpo na cadeira para poder alcançar meu olhar entre suas pernas na próxima cruzada.&lt;br /&gt;Não demorou muito para ela achar um quarto e descruzar as pernas e mirar seu olhar em meus olhos.&lt;br /&gt;- Aqui está um que o senhor vai gostar muito!&lt;br /&gt;Do jeito que eu estava na cadeira fiquei, mas sem poder olhar pro meio de suas coxas, tive que olhar o imóvel sem me mover.&lt;br /&gt;- não gostei desse, me mostre outros. (meu corpo tremia e minha testa suava...)&lt;br /&gt;joguei novamente desde seu sapatinho de dançarina, passando pelas torneado de suas pernas até chegar entre suas coxas e me afogar entre os pelos ralo de sua vagina.&lt;br /&gt;Quase cai pra trás quando ela levantou da cadeira e olhou pra minha cara suada e me perguntou se eu estava passando mal.&lt;br /&gt;Melícia sem casinha tinha me deixado em ereção, assustado e suado...&lt;br /&gt;- Estou ótimo minha senhora, me desculpe!&lt;br /&gt;- Hoje realmente está muito calor não é senhor?&lt;br /&gt;- Muito calor... (puxando a gola da camiseta pra baixo...)&lt;br /&gt;- Acho melhor o senhor me acompanhar, vou lhe mostrar alguns quartos que temos aqui no meu prédio, tenho certeza que iria adorar...&lt;br /&gt;Mas, como eu poderia me levantar daquela cadeira em ereção e sem cuecas?&lt;br /&gt;Respirei fundo coloquei minha sacola na frente das pernas e fui caminhando atrás dela.&lt;br /&gt;Ele achou estranho eu saindo daquela forma e numa gentileza agarrou a sacola que estava em minhas mãos pressionando meu mastro duro, pulsante.&lt;br /&gt;- Pode deixar sua sacola aqui senhor! (tocando com as costas da mão em meu mastro)&lt;br /&gt;Sentindo sua mão me tocar fui deixando a sacola em suas mão e seu olhar mirou minha calça alta apontando para ela.&lt;br /&gt;Fazendo de conta que não tinha percebido, foi abrindo a porta devagar e senti uma vontade imensa de me encostar-se àquele rabo moldada por sua saia preta colada.&lt;br /&gt;Ela percebe minha presença próxima a suas costas e se joga pra trás devagar como se não conseguisse abrir a porta.&lt;br /&gt;- Veja se o senhor consegue me ajudar a abrir a porta! (empurrando seu rabo pra trás...)&lt;br /&gt;Encosto-me por total por trás de Melícia e ponho minha mão por cima da dela.&lt;br /&gt;Sem girar apenas vou empurrando a maçaneta pra frente e para trás, escuto sua respiração acelerada e seu rabo começa a rebolar discretamente.&lt;br /&gt;Com a mão esquerda livre vou colocando por entre suas coxas e subindo até chegar a seus pelos.&lt;br /&gt;Num movimento circular toco seu íntimo, a boca se abre em pequenos gemidos até sentir sua vagina se abrir e molhar meu dedo facilitando a penetração por completa de meu dedo.&lt;br /&gt;Bem devagar vou tirando e colocando meu dedo dentro de Melícia, tiro minha outra mão da maçaneta e levanto sua saia até a cintura.&lt;br /&gt;Abro o botão da calça e seguro bem meu mastro pulsante, pincelando em sua vagina molhada até chegar em suas carnes gostosas.&lt;br /&gt;- Ai que loucura!&lt;br /&gt;- Me preenche com todo esse seu exagero bom...&lt;br /&gt;Devagar meu mastro vai entrando em suas carnes e meu dedo na frente se descontrola acelerando ainda mais.&lt;br /&gt;Se sentindo duplamente penetrada ela apóia-se com as duas mãos na porta e fica empurrando sua nádega para trás colocando com força todo o prazer para dentro de si.&lt;br /&gt;Quando seus gritos começam a sair do controle tiro a mão que esta em sua cintura e enfio em sua boca, tentando sufocar o escândalo.&lt;br /&gt;- Vou gozar! (mordendo minha mão)&lt;br /&gt;Deixei que ela mordesse até o fim de seu gozo. Seu corpo tremia inteiro no momento do orgasmo.&lt;br /&gt;Quando tirei de dentro, Melícia se virou agarrando-me pela camiseta e me jogando em cima de sua mesa segurou firme o que ela desejava, jogou sua perna esquerda em cima da mesa e foi agachando deslizando a cabeça do meu mastro dentro de sua fonte de desejos.&lt;br /&gt;Nesse vai e vem com minhas mãos em seus seios apertando os mamilos, dava vontade de tapear aquele rosto pálido.&lt;br /&gt;- Bate! (fazendo cara de safada...).&lt;br /&gt;Ela sabia o que pensava naquele momento intenso.&lt;br /&gt;Minhas mãos deixando pra trás os mamilos sólidos vão de encontro ao seu rosto tapeando-o enquanto gargalhas de prazer.&lt;br /&gt;Seus cabelos compridos se jogavam de um lado para o outro em cada estalar de tapas, até que parei e seu rosto se desfazia em meio aos cabelos.&lt;br /&gt;Latejava-me inteiro segurando a breve ejaculação.&lt;br /&gt;Melícia sentia que o fato iria consumir quando saiu de cima de mim, puxou minhas penas para fora da mesa, ajoelhou-se e terminou o fato em suas mão se banhando de gozo entre seus seios.&lt;br /&gt;Como uma esponja esfregava o que já estava em suas mão no bico de seus seios massageando-o com uma cara de safada.&lt;br /&gt;- Ai que delicia! Lambuza-me todinha meu cachorro! (esfregando meu mastro em movimentos circulares)&lt;br /&gt;Senti um banho de água fria no rosto me encharcando inteiro.&lt;br /&gt;Eu estava caído da cadeira em que esperava Melícia.&lt;br /&gt;- O senhor estar melhor? (perguntava a recepcionista)&lt;br /&gt;Fui me recobrando ao estado normal do ser e me recompondo do susto.&lt;br /&gt;- O senhor quer que eu chame uma ambulância para lhe levar em casa?&lt;br /&gt;Descobri então que acabara de ter mais um de meus ataques onde tudo se apaga durante alguns minutos e acordo com a boca cheia de baba e desconcertado como quem dorme em casa e acorda no campo.&lt;br /&gt;Recolhi minha sacola, guarda chuva, passei o braço nos lábios, pus os óculos na cara e sai descendo as escadas daquele prédio ao som da recepcionista protestando minha indiferença.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa joguei o corpo enfadado em cima da cama, liguei a TV e adormeci com o som do repórter anunciado as tragédias do dia.&lt;br /&gt;E tudo se apagou de minha memória.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-9095657521306223352?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/9095657521306223352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=9095657521306223352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/9095657521306223352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/9095657521306223352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/imveis-melcia.html' title='Imóveis Melícia'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-1238798277444186432</id><published>2008-02-19T14:24:00.003-03:00</published><updated>2011-02-11T12:05:40.292-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>O Teatro de Mila</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Mais um dia de ressaca depois de muita ebriedade.&lt;br /&gt;A mente desperta.&lt;br /&gt;Estou de corpo inteiramente nu debruçado ao chão, boca entre aberta babando, de rosto pregado em cartas e cobranças...&lt;br /&gt;Lembranças de um ontem exagerado.&lt;br /&gt;Meus membros estão dormentes, exalando pelos poros o cheiro do álcool.&lt;br /&gt;Seria melhor ter acordado ao lado de Mila, a atriz da peça que estava ontem antes da embriaguez nostálgica.&lt;br /&gt;Minhas mãos tão frias e tremulas precisando de algum comprimido pra poder levantar.&lt;br /&gt;Mas como chegar até o guarda roupas e ainda achar uma dentre inúmeras latas de leite?&lt;br /&gt;Latas sem rótulos etiquetados com esparadrapos titulados de caneta.&lt;br /&gt;Da forma que estou agora posso engolir uma moeda de dez centavos achando que seja paracetamol e ainda me pego confabulando todo essa vontade num corpo que é o próprio estorvo.&lt;br /&gt;- Mila? Mila? Milaaaaaahhhhh&lt;br /&gt;- Traga-me algo pra beber...&lt;br /&gt;Se ao menos essa atriz tivesse dormido comigo serviria para algo mesmo interpretando um papel de domestica e olha que não seria nada mal ver Mila de avental toda empregadinha de madame, daquelas cheias de babados e outros aparatos.&lt;br /&gt;Melhor eu nem pensar nisso até rastejar minha carcaça ao chão do banheiro esperando a água fria do chuveiro me surrar o corpo.&lt;br /&gt;É a hora em que me sinto em alto clímax comigo mesmo...&lt;br /&gt;Ficar deitado naquele chão úmido e escutar o barulho da água descer pelo ralo é uma sensação maravilhosa.&lt;br /&gt;Aqui estou eu novamente nessa agressão com meu corpo.&lt;br /&gt;Tem alguém batendo na porta, mas como levantar?&lt;br /&gt;Nem para gritar, entra! Tenho forças. Se bem que a visita poderia empurrar essa porta de fechadura quebrada.&lt;br /&gt;Essa voz clamando meu nome lá fora não me é estranha...&lt;br /&gt;Acho que realmente desistiu.&lt;br /&gt;Agora o telefone gritando.&lt;br /&gt;- Meu Deus!&lt;br /&gt;Ainda consigo esticar o braço, o telefone cai ao chão criando um barulho imenso na minha cabeça.&lt;br /&gt;Deu tempo de atender mesmo sem sair da posição, colocar o telefone no ouvido com a mão pesando sobre ele e ouvir aquela mesma voz pequena que me chamara há minutos atrás em minha porta.&lt;br /&gt;Era Mila perguntando se eu ainda estava vivo e também para agradecer toda aquela noite maravilhosa que estivemos juntos na mela.&lt;br /&gt;Aquela birosca que Mila descrevia fui puxando da memória aos poucos, agente sentado à beira da calçada tomando conhaque naquele sol escaldante do começo de manhã, os dois zombando em embriago total segundo toda a historia contada ao telefone. Mas esse conto todo me deixava cada vez mais perdido no tempo e fora do espaço, não consegui dizer uma palavra ao não ser:&lt;br /&gt;- Sim!&lt;br /&gt;Ela entendeu que realmente esses monossilábicos traduziam toda minha angustia por não conseguir me expressar ou falar algo que ela realmente gostaria de ouvir.&lt;br /&gt;Por alguns minutos ela se calou e observou em silencio minha respiração forte em seu ouvido.&lt;br /&gt;Isso durou cerca de 2 minutos ou mais...&lt;br /&gt;- Você deve está pelado agora não é seu safado?&lt;br /&gt;Depois dessa pergunta insana de Mila meu corpo foi se levantando aos poucos, senti meu sangue percorrer por minhas veias trazendo minha alma perdida de volta ao corpo debruçado.&lt;br /&gt;- Você é um tarado sabia?&lt;br /&gt;Realmente não conseguia decifrar o que ela queria me dizer.&lt;br /&gt;- Será que transamos a noite inteira aqui no chão de casa?&lt;br /&gt;- E como cheguei aqui?&lt;br /&gt;Minha mente atordoada me perguntava a cada indagação de Mila.&lt;br /&gt;Desliguei o telefone depois que me disse estar passando em minha casa dentro de uma hora e aos poucos fui tentando me levantar segurando no pé de minha cama.&lt;br /&gt;Fui caindo por cima dos objetos da casa até chegar em fim no banheiro.&lt;br /&gt;Liguei o chuveiro deixando a água cair em meus cabelos longos que me cobriam o rosto pálido.&lt;br /&gt;Minhas pernas não agüentavam em pé, foram escorregando e minha costas se arranhando na parede até ficar sentado de pernas e braços abertos sentindo a água bater em meu crânio.&lt;br /&gt;Meia hora depois dessa morte lenta vi Mila sentada no vaso sanitário com minha velha toalha nas mãos me falando um monte de palavras difíceis pra chamar minha atenção.&lt;br /&gt;Ela sabia que dali não conseguiria tão cedo me levantar e tão pouco ajudaria por meu corpo de pé enquanto não terminasse seu discurso filosófico.&lt;br /&gt;Fiquei olhando para meu umbigo enquanto ela discursava dando-me uma dor insuportável no pescoço.&lt;br /&gt;Mila parou de falar quando dei um grito dentro do banheiro.&lt;br /&gt;Deve ter ecoado por toda a casa.&lt;br /&gt;- Ah você quer mais não é seu tarado de uma figa!?&lt;br /&gt;Eu realmente só queria sair debaixo daquela tortura mental e física.&lt;br /&gt;Quanto mais eu pensava estar deitado em minha cama coberto de todos os tecidos existente em minha casa Mila se excitava numa dança envolvente por trás da cortina de plástico que nos separava.&lt;br /&gt;Ela se despia aos poucos.&lt;br /&gt;Peça a peça sendo jogada em minha cara que escorria juntamente com meu cabelo encharcado até cair em minhas coxas.&lt;br /&gt;Mila cantava e se requebrava inteira até que ficou completamente nua.&lt;br /&gt;Afastou o plástico ficando em pé na minha frente esfregando sua vagina na minha testa.&lt;br /&gt;Desligou o registro do chuveiro, levantou minha cabeça para que minha boca ficasse de frente sua vagina crua e lisa.&lt;br /&gt;Empurrava meu nariz e boca ao centro e continuava rebolando para a excitação maior.&lt;br /&gt;Comecei a lambê-la, chupava aquilo com o resto de forças que ainda me restava não sei de onde.&lt;br /&gt;Quão intensamente a chupava mais alto seu canto ecoava em gemidos.&lt;br /&gt;Quando percebi, ela estava com as pernas abertas apalpando minhas partes mais intimas como um pincel ela pincelava em seu clitóris fazendo um biquinho molhado de prazer.&lt;br /&gt;Senti meu mastro endurecer em suas mãos.&lt;br /&gt;Mila sentindo minha resposta à sua provocação virou-se de costas e foi sentando devagar em cima de mim até lhe penetrar por completo.&lt;br /&gt;Meu corpo não conseguia se manifestar, mas Mila conduzia todo o ato insano de Luxuria naquele instante.&lt;br /&gt;De pernas bem abertas enquanto as minhas grudadas e estiradas por baixo de suas pernas, Mila subia e descia com seu olhar mirando o entrar e sair lento.&lt;br /&gt;Percebia que ainda não estava satisfeita pegou um frasco de creme para cabelos e deslizou em seus seios pequenos.&lt;br /&gt;Abriu o frasco e entornava creme em movimentos circulares sob seus mamilos enquanto pulava incessantemente em cima de mim.&lt;br /&gt;Eu sentia que ela já estava perto de seu clímax.&lt;br /&gt;Como estava quente e latejavam seus músculos.&lt;br /&gt;Numa aceleração maior Mila vira-se pra mim toda descabelada e lambuzada de creme estancando o ato e assentou por total em cima de mim esfregando pra frente se pra trás me apertando por dentro. Num momento descontrolado Mila se agarrou em meus cabelos puxando para baixo esfregando minha cara entre seus seios enquanto gritava em gozo múltiplo.&lt;br /&gt;Eu não conseguia se quer levantar os braços para por em seus ombros, mas à vontade não me faltava.&lt;br /&gt;Imaginava tudo que poderia fazer.&lt;br /&gt;Somente minha mente e meu pincel trabalhavam nesse instante involuntário, o resto era fruto da minha imaginação para não perder a viajem.&lt;br /&gt;Eu não consegui gozar naquela lassidão, ela sabia que realmente eu não conseguiria gozar como queria.&lt;br /&gt;Foi então que o chuveiro tornou a cair água. Ela deixou então que escorresse bastante em cima de mim agarrando-se novamente ao meu mastro ainda ereto abocanhando-o inteiro.&lt;br /&gt;Senti aquela boca quente me chupando e em poucos minutos senti uma vontade imensa de gozar.&lt;br /&gt;Mila sentia o prelúdio de meu gozo tirando de sua boca e me fazendo gozar em suas costas até escorrer em seu cóccix.&lt;br /&gt;Nesse instante ouvi todo aquele momento juntamente com a água desperdiçada por tanto tempo escoarem pelo ralo.&lt;br /&gt;Meus dentes amarelados foram aparecendo por entre o emaranhado dos cabelos enquanto Mila se enxugava e me chamava outra vez de qualquer adjetivo infame.&lt;br /&gt;Os aplausos eram intensos e febris da platéia enquanto eu despertava numa ereção feito aqueles de todas as manhãs.&lt;br /&gt;Uma senhora ao meu lado com cara de espanto me pedia licença para passar, eu ainda assustado com a cena desconcentrada joguei meu guarda chuva por cima da calça e a deixei passar por entre a fileira de cadeiras onde me encontrava no final da peça.&lt;br /&gt;Ainda cheguei a ver os atores e atrizes de mãos dadas nos saudando e um grito:&lt;br /&gt;- Bravo Mila! (Vindo do espectador da cadeira de atrás.)&lt;br /&gt;Realmente não estava entendendo absolutamente nada.&lt;br /&gt;Nunca consigo ver peças ou filmes até o final.&lt;br /&gt;Acho que precisarei tomar um conhaque bem forte para poder dormir tranqüilo sem ter que ligar a TV como sonífera.&lt;br /&gt;Depois de pensar tanto sobre meu sono antes minha insônia depois já me encontrava sozinho no teatro.&lt;br /&gt;Fui me direcionando para o estacionamento, peguei o carro e fui de encontro ao bar “vaginas close band”, meu favorito pra poder contemplar o movimento das universitárias, carros e do giro dessa cidade.&lt;br /&gt;Quando me sento e começo a degustar meu conhaque sinto cheiro feminino se aproximando, cantarolando e uma fumaça de cigarro mentolado em minha direção.&lt;br /&gt;A figura esbarra em meu ombro e nem se quer percebe que teria quase me banhado de bebida.&lt;br /&gt;Seu carro estacionado de frente ao bar, quando percebi, ela já estava dentro do carro numa ré desmiolada, baixando o vidro, olhando-me da cabeça aos pés e piscando com aquele olho esquerdo pintado arrancando deixando fumaça para trás.&lt;br /&gt;Era Mila sim senhor.&lt;br /&gt;- Mais uma dose seu Francisco!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-1238798277444186432?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/1238798277444186432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=1238798277444186432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/1238798277444186432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/1238798277444186432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/o-teatro-de-mila.html' title='O Teatro de Mila'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-116092676946564017</id><published>2008-02-19T14:23:00.002-03:00</published><updated>2011-02-11T12:26:14.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>O Vulcão de Berenice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Recebi uma carta enfiada por baixo da porta hoje cedo, por volta de 7:00 horas da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;De quem poderia ser?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Era de um homem para uma mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Essa mulher poderia ser a antiga moradora desse quarto que há uma semana aluguei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Minhas mãos não suportariam ao ato curioso do meu ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Tento esquecer a carta em minhas mãos deixando cair em cima da cômoda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Viro as costas para esquecê-la pegando a toalha caída sobre cama e me direciono ao banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Após um rápido banho, meu rosto se enquadra feito fotografia 3x4 no espelho e reflito nele a ânsia de querer saber o que está escrito naquela carta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;De toalha enrolada na cintura atiro meu peito ao quarto e arranco a carta de cima da cômoda esquecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Minhas mãos trêmulas e molhadas abrem numa angustia a carta confidencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: verdana; "&gt;Meus olhos começam a leitura...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voa alto,&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voa o mais alto dos edifícios...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;”Avoa”...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avante!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprumar!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvindo ao longe meu peito desabrochado gritando num forte pulsar...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pulsa meu coração aflito na fobia de não ter os pés no chão.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agarrado aos teus olhos pregados em fotografia preto e branco meu polegar te cega.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até cair e repousar em teu rosto feito folha seca que cai.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sopro leve do teu luar arremessa meu frágil corpo em alto mar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cantora lírica atiça meus nervos em convulsões sobre a superfície do mar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tremula meu corpo ao mar e tudo em volta vai sendo sugado pelo grande funil do esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um pássaro gigante ancorado no fundo do teu oceano.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus olhos em lagrimas mancham a tinta da caneta escrita pelo poeta anônimo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo-me em cada palavra contida na carta que me lança pro fundo do oceano, me deixando com falta de ar...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus olhos querem se apagar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta caída no tapete e minhas pernas esticadas levam meu corpo até a janela que se abrem num empurrão brusco pra fora.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Metade do meu corpo caído da janela me faz buscar oxigênio num querer viver desenfreado.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse instante uma mulher que passa em frente ao meu ato desesperador repara que realmente esse moço “eu” não está nada bem.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela invade minha casa, com aquela mão macia em minhas costas tenta me acalmar num ato repetitivo arrepiando meu corpo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enxuga minha testa molhada do suor frio jogando meu cabelo pra trás de um jeito que adoro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais calmo do medo que me havia invadido, seguro em sua mão pousada no batente da janela e peço que me prepare o inalador para poder viver mais um dia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ausência dessa mulher enquanto prepara meu medicamento, vejo que a rua está parada, o vento forte e frio me invade as narinas me enchendo o pulmão de ar frio.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tosse como um engasgo logo chega e me desespera outra vez num pânico de estar sozinho.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão delicada e cheia de cuidados, logo me deita o corpo na cama me trazendo oxigênio outra vez.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa vez vejo sua mão segurando a mascara do inalador e a outra debaixo da minha cabeça me confortando o juízo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que mulher é essa, meu Deus?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já nem quero mais falar...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tão confuso tudo que ela pergunta e seu rosto, seus gestos... Ta tudo desfigurado e desafinado enquanto a fumaça me invadem os pulmões.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O olhar dessa mulher está em cada canto do meu quarto, do banheiro, da cozinha e do meu corpo...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta esquecida está em suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olha pra carta e para mim ao mesmo tempo até chegar a ultima linha.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calada, ela guarda o inalador, a carta enfia em seu bolso e senta na beira da cama.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente me põe a mão na testa me perguntando se estou melhor.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não consigo falar, só quero que ela fique mais um pouco para apreciar esse corpo de mulher-menina, camisa branca de botões desabotoados até o meio dos mamilos apertados pelo sutiã branco de renda que meus olhos mergulham.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saia rodeada de pregas azul marinho, meias brancas ao meio da canela de pêlos dourados e sapatinho preto 35.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me parece um belo quadro emoldurada pelo torpor da alfazema.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu corpo vira-se para mim num cruzar de pernas e sua boca carnuda encarnada se abre para mim...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não precisa me dizer nada! (colocando minha mão em cima de sua coxa)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já me basta saber que você é um poeta, um homem sensível e tudo que você quer é alguém para lhe tire do fundo desse oceano chamado desamor onde você está agora! (alisando minha mão por cima de sua coxa)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já não entendera mais nada que aquela carta teria feito comigo naquela manhã.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olhe querido, não precisa se preocupar!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me chamo Berenice e sinceramente, nada acontece por acaso.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Creio fielmente que o destino me designou para o cumprimento dessa missão tão honrosa e gloriosa que é lhe tirar desse martírio lhe devolvendo o ar e o amor. (desabotoando o resto dos botões da camisa, puxando de dentro da saia e jogando em cima da cômoda.).&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente estava pasmo, adorando por dentro!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a torcida inteira invadindo o campo numa final de campeonato após ter marcado gol aos 45 minutos do segundo tempo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentia-me invadido por palavras e gestos de Berenice.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma semi-deusa ali perdida em minha cama semi-nua, cumprindo mais uma missão honrosa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim Berenice retira o sutiã deixando suas tetas apontar para a janela acesa, num contra giro de seus cabelos preso cheio de grampos cai aos ombros essa grande cabeleira negra.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo-a fazer toda sua exibição desse majestoso corpo que reluz a estrada dos pêlos dourados que me levam ao grande vulcão cálido encharcada de vontade.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com as duas mãos segurando minha nuca, agarrada em meus cabelos ela se acocora na frente do meu nariz e me faz invadir esse vulcão provocando uma erupção da minha língua pra dentro e pra fora numa velocidade desenfreada por baixo daquele pano azul marinho.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Berenice latejante vulcão aperta minha língua quando paro num cansaço.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela quer sentir até onde minha língua pode alcançá-la.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero buscar todo prazer que existe dentro dela e engolir o mais íntimo do íntimo que existe dentro de Berenice.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me sinto um fotografo de lambe-lambe debaixo de sua saia, fotografando meu quarto pra uma revista de íntimos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Berenice geme, ri e chora.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grito e já sinto o prelúdio de seu gozo eterno...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas pode ser que não passe daquele ato.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retiro minha enorme e grossa língua áspera de dentro do vulcão ardente e latejante, empurro seus ombros, cravando suas costas na cama, abro suas pernas com minhas coxas imobilizando Berenice.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos vou encostando meu mastro na entrada da cavidade rosa e lisa... Um vulcão esperando ser desatinado.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Berenice me pede para empurrar todo meu enxofre dentro dela.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas agora quem manda sou eu!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Invadindo Berenice aos poucos até chegar ao fim da estrada sinto todas suas extremidades em meu mastro me estrangularem como uma parede se fechando sem me trazer fobia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lentamente retiro até o fim observando seus dentes massacrarem seus lábios num gemido nasal.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se posiciona pra frente e pra trás batendo forte seu cóccix no colchão querendo mais velocidade.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu suor pinga em seu umbigo lhe arrepiando todo o pêlo e seus seios solidificam atraindo minha língua envolta deles...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu corpo misturado ao seu cheiro exala a mais forte luxuria me fazendo acelerar um pouco mais a infiltração.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já pareço um bezerro desmamado sugando seus mamilos e minha cintura já desordenados me faz entrar e sair fortemente dentro de Berenice que berra e soa, ecoando pela casa toda sua cantilena do algoz.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou dominado por uma grande vontade desenfreada de possuí-la mais e mais...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogo Berenice debruçada sobe a cama amarrando seus braços e boca. Empino sua pequena nádega para o teto e invado seu intimo com mais força, me dando mais prazer ao puxar pra trás o lençol entre suas pernas abertas.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu grito mudo e as palmadas que dou em Berenice me faz entrar cada vez mais, dentro dela sentindo agora todo seu corpo se estremecer num prazer indescritível.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande vulcão avermelhado e sombrio de Berenice vai entrar em erupção, assim como eu que quanto mais certeza tinha naquele instante, mais apressado meu momento chegava.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu corpo dominado e dominante jorra dentro de Berenice um jato de prazer e dor no aperto de suas paredes que me estrangulava até nossos corpos se desfazerem, as mordaças se soltarem e nossos corpos ficarem em completo êxtase.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Debruçados na cama, paralisando meu corpo por cima de Berenice, grudado feito cão.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era um cão que não parava de latir enquanto metade do meu corpo estava debruçado na janela tentando pegar ar, de corpo molhado de suor e peito babado de ter tido mais um pequeno ataque.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fecho a janela, passo o braço nos lábios abotoou a camisa dando uma breve olhada no relógio que marcava a hora certa de correr pro conservatório.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da porta fico observando aquela carta lacrada que num sorriso levo a mão sobre ela e enfio no bolso para entregar ao seu verdadeiro destino.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-116092676946564017?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/116092676946564017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=116092676946564017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/116092676946564017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/116092676946564017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/o-vulco-de-berenice.html' title='O Vulcão de Berenice'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-376286215412157050</id><published>2008-02-19T14:05:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T12:26:32.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Carnaval de Janete</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;É carnaval!&lt;br /&gt;Chegou o dia de tirar a roupa velha colorida de dentro dos armários, fantasiada, de cara pintada e se não pinta, mascarada vai descendo a ladeira do desterro.&lt;br /&gt;Já posso ver Janete abrindo as portas de sua casa, braços entendidos aos céus e de pernas saltitantes gritando:&lt;br /&gt;- Vai passar!&lt;br /&gt;O dia já findando, o povo tumultuando a rua principal vindo de todos os becos do bairro aos cantos em marcha dos foliões.&lt;br /&gt;Cuíca, pandeiro, surdo, cavaco, chacoalhando minha cabeça, da janela os olhos buscam em desespero Janete perdida na tropa amarronzada.&lt;br /&gt;Meus cílios empurravam pessoa por pessoa em busca daquele corpo achocolatado de Janete.&lt;br /&gt;Já estava realmente desiludido de buscá-la.&lt;br /&gt;Bati a janela fechando violentamente, dando as costas para a ladeira deixada pra trás até chegar ao velho piano.&lt;br /&gt;Abro a tampa e puxo ao chão o veludo vermelho.&lt;br /&gt;Encosto a cadeira e sento olhando as teclas, o som da batucada lá fora bloqueia meu raro raciocínio.&lt;br /&gt;Não consigo lembrar de nenhuma música que poderia tocar pra poder dormir tranqüilo.&lt;br /&gt;Começo a tocar nas teclas pra tentar lembrar de algo, irritado por não está inspirado, deixo para trás as teclas e me sento na beira da cama ligando a TV pra tentar realmente dormir.&lt;br /&gt;Mudando de canal incessantemente me aporrinho e arremesso o controle na parede, me debruço e enfio dois travesseiros na cabeça tentando ficar surdo.&lt;br /&gt;A batida lá fora atormenta meu corpo me fazendo pensar em Janete.&lt;br /&gt;Minhas mãos procuram em desespero algo pra engolir e consequentemente dormir.&lt;br /&gt;- Não tem jeito!&lt;br /&gt;É melhor aceitar minha saudade de ver Janete sambar aquele rabo todo olhando pra mim.&lt;br /&gt;Jogo meu corpo pra frente procurando aquela velha máscara de arlequim.&lt;br /&gt;De máscara na cara e roupa colorida, dou uma última olhada no espelho, pedaço de mim.&lt;br /&gt;Abro a porta e os braços em clemência... Ou demência...&lt;br /&gt;- Hoje quem manda é você, Janetinha meu amor!&lt;br /&gt;Irreconhecível por trás daquela mascara, me sinto livre, seguro de ser quem eu quiser ser naquele momento de fantasia.&lt;br /&gt;Vou me misturando a diversidade colorida, tantas peles negras, brancas, amareladas e avermelhada do sol, mas nada igual à de Janete.&lt;br /&gt;Tantas caras novas, meu corpo se esfregava e às vezes esquivava da contradição perdida.&lt;br /&gt;Mãos me perseguindo, olhares me distraindo, correndo no meio do cerco de satanás a procura daquela diabinha, das anjinhas, madres e borboletas...&lt;br /&gt;Tanta fantasia de mim também me confunde como espelhos expostos ao léu.&lt;br /&gt;O corpo parece cansado de tantas chicotadas, as pernas já não agüenta e o conhaque desce mais amargo na garganta.&lt;br /&gt;Sento na calçada de uma das ladeiras, com a mão sobre o rosto secando o suor frio da pressão baixa do corpo.&lt;br /&gt;Os olhos meia lua vê a frente um corpo jambo sambar e gritando chegando mais perto de mim...&lt;br /&gt;Ela se agacha e puxa minha mão.&lt;br /&gt;Meu corpo encaixa-se ao seu e me faz foliar naquela andança.&lt;br /&gt;Era Janete me virando de um lado a outro me fazendo entrar na roda, gingando e cantando feito porta-bandeira.&lt;br /&gt;O povo faz um circulo e a tontura só me faz fotografar alguns rostos desfigurados, outros em segundo plano desfocados e em mim negativo queimado.&lt;br /&gt;Na cegueira de tanta tontura, sinto a banda inteira batucar dentro de mim e a cabeça parece palco pra essa louca sambar.&lt;br /&gt;Sinto tantas mãos me empurrando pra dentro da roda e bocas me beijando.&lt;br /&gt;Janete me puxando pelo cabelo, encostando seus lábios em meu ouvido me pede calma.&lt;br /&gt;Sinto sua mão descer por dentro da minha calça ultrapassando todo limiar num exercício involuntário do meu mastro em suas mãos.&lt;br /&gt;Sinto seus seios pontudos perfurarem minhas costas acelerando o impulso sanguíneo em minhas veias.&lt;br /&gt;O circulo abre e fecha, pessoas pra dento e pra fora feito sanfona e Janete expondo nossa excitação no meio do povo.&lt;br /&gt;Eu finjo que rio pra não ser vaiado, mas por dentro me sinto cada vez mais forte. As mulheres sentem meu cheiro exalar e umas cinco ou seis me despem ali no exercício incessante de Janete.&lt;br /&gt;Fico ali escancarado de máscara na cara, todo apreciado por mulheres do arredor e orquestrada por Janete à mãe da santa luxuria.&lt;br /&gt;Janete deita as mulheres nuas de costa pro asfalto e de tetas pro céu formando uma grande cama.&lt;br /&gt;Janete me deita endurecido por cima das mulheres e me abre as pernas ficando de joelhos em prece fervorosa segurando com as duas mãos meu mastro.&lt;br /&gt;Ela oferta seus lábios, conduz com sua língua macia em volta da fervura queimando e assoprando.&lt;br /&gt;É tão forte como ela puxa e abocanha, sinto meu coração bater em suas mãos numa grande aflição de dor delirante.&lt;br /&gt;Sou segurado por várias mãos de unhas grandes me marcando o corpo inteiro...&lt;br /&gt;Em seguida Janete me puxa pelos cabelos levantando-me.&lt;br /&gt;Esfrega-se toda em mim enquanto as outras mulheres nos cercam fazendo barreira, acariciando-nos aumentando cada vez a tensão e a vontade que tinha de devorar Janete, não esquecendo as outras.&lt;br /&gt;As mulheres abrem a roda, nos separando e sendo segurados por elas que se dividem.&lt;br /&gt;Elas seguram Janete de braços e pernas abertas e as outras que me seguram, começam a me empurrar pra dento de Janete que grita no entrar em sair.&lt;br /&gt;Repetem esse ato umas dez vezes até sentirem que Janete está louquinha molhando os lábios com a língua.&lt;br /&gt;As mulheres soltam Janete me prendendo na parede de pé.&lt;br /&gt;Janete coloca as mãos na cintura de uma das mulheres que está em sua frente ficando de costas pra mim.&lt;br /&gt;Começa a empurrar o rabo que bate na minha barriga enquanto penetro por inteiro nela.&lt;br /&gt;Janete bate e rebate, rebola e tira de dentro no momento em que estou quase ao ultimo momento.&lt;br /&gt;Vira-se pra mim e ordena que as meninas terminem o serviço.&lt;br /&gt;Pegam-me, chupam-me tocando-me inteiro até lançar um jato que as deliciam.&lt;br /&gt;Esfregam-se no mastro que pulsa e jorra mais e mais leite pra essas desmamadas.&lt;br /&gt;Janete some no meio da multidão enquanto minha mascara vai caindo do rosto, me desfigurando.&lt;br /&gt;A porta sendo esmurrada e o vizinho pedindo pra abaixar o volume da repetitiva música carnavalesca me desperta do sonho.&lt;br /&gt;Desligo a maldita música, e percebo a janela se batendo que ficou destrancada.&lt;br /&gt;Uma olhada pra porta de Janete, a ladeira vazia de vento levando saudade.&lt;br /&gt;Ao passar na frente do espelho até me assusto com aquele quadro de Arlequim de mim...&lt;br /&gt;Um sorriso e a mascara deixo repousada em cima da vitrola.&lt;br /&gt;Mais um minuto de frente ao espelho e o cabelo arrepiado feito sabugo de milho&lt;br /&gt;Calça pregada nas pernas, molhadas e borradas, peito aberto de colar colorido ao pescoço.&lt;br /&gt;Mais um comprimido... E o verão agora fica pra mais tarde.&lt;br /&gt;- Boa noite vizinho! (rindo)&lt;br /&gt;- Descanse em paz! (gargalhando)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-376286215412157050?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/376286215412157050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=376286215412157050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/376286215412157050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/376286215412157050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/carnaval-de-janete.html' title='Carnaval de Janete'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-4403987523291835451</id><published>2008-02-19T14:04:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T12:27:04.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Camino del Ana Rosa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Ponteiros marcam exatamente 3:30 de la mañana.&lt;br /&gt;Mais uma vez a insônia tomou conta do meu tempo corroendo a vontade de viver um dia a mais.&lt;br /&gt;Olhos arregalados ao ventilador lento e insistente rangido mórbido; nessas horas tenho vontade de congelar o tempo, o corpo, o ventilador e até meus pensamentos depravatórios&lt;br /&gt;Elas, miúdas, delicadas, num relicário santo decepado feito meu braço desbravando matas vaginais.&lt;br /&gt;Despregar meu corpo da cama úmida e movimentá-lo de um lado á outro talvez trouxesse um arco de energia transmutável, até o esquecimento lamentável do ego imoral.&lt;br /&gt;Tambores dentro da minha cabeça abrem uma estrada no meio da mata virgem, flammantis espada de perturbações.&lt;br /&gt;É chegado o momento de por o corpo em pé, com alma, pijama e a pálida cara amarrotada, guardião da fobia refletida.&lt;br /&gt;Talvez seja o momento inesperado de uma leitura caótica e desapegada ao livro presenteada por uma aluna nova.&lt;br /&gt;Logo me passou pela cabeça em vestes transparentes a noviça Ana Rosa texturizada em cigana do relento, percorrendo um labirinto sombrio a espera que hipnoticamente eu siga seus passos apressados e tropece feito um cego tolo em seu amontoado jogo de peças.&lt;br /&gt;Primeiro a capa em branco com rabiscos em carvão de sua autoria, tal qual o conteúdo desse antídoto chamejante em minha íris.&lt;br /&gt;Palavras borradas de suor ou de lágrimas angustiavam minha leitura cansada, os olhos pulsantes enquanto aos poucos vou entranhando no conto de Ana Rosa.&lt;br /&gt;Parecem exaustos agora; livro caído de pernas abertas em equilíbrio sobre o nariz pontudo que sente o aroma das mãos de Ana Rosa, cheiro de orquídea silvestre misturada com incenso de jasmim que ela sempre deixava repousado e adormecido sobre as teclas branco e negro do piano. Deleito-me no farejo das teclas e carícias entre as pernas do piano invadindo o pulmão desse vício neural.&lt;br /&gt;Lá fora um campo verde, centralizado por uma fogueira da altura de um gigante, uma multidão se unia formando um grande círculo rubro-negro.&lt;br /&gt;Os troncos estalavam no calor que ostentava essa gente brincante, dançante, festejando aos sons violados de uma grande trupe mística cigana.&lt;br /&gt;Sou absorvido por seu olhar clicado ao meu, me aproximando cada vez mais da roda cigana até sentar no meio dessa gente de dentes de ouro.&lt;br /&gt;- Mais uma dose!&lt;br /&gt;Um cara estranho enche uma caneca de vinho turvo me abraçando e apertando a cara levando meu olhar a dança dessa louca colorida...&lt;br /&gt;Ana Rosa cigana angelical, mas por dentro desse vestido deveria conter um corpo infernal tatuado de bem e mal, um olhar de feiticeira somado aquelas mamas do tamanho desse coração vagabundo; de certo que já havia desamarrado todo seu vestido com meus cílios enquanto mapeava todo seu corpo com minhas pupilas contraídas na claridade da pele alva.&lt;br /&gt;Já envolvido e solto feito folha seca que cai ao chão, sentia o corpo cada vez mais leve e envolvido pela dança de Ana Rosa; não conseguia tirar os olhos de seu quadril, da sua boca, do seu olhar, dos seus cabelos, quando eram tocados por suas mãos pequeninas.&lt;br /&gt;Minha boca tingida do vinho de seu povo misturava com a sede de lhe beber e entrar em profunda embriaguez, devolvendo-me a coragem para sustentar as pernas e bater intensas palmas.&lt;br /&gt;Estava de olhos fechados e de corpo rodopiando feito pião desgovernado e tonto.&lt;br /&gt;Sentia que meu corpo cairia ao chão nocauteado sem tempo para atacar. Era uma miragem que via agora, de certo Ana Rosa não seria essa toureira brandindo o pano cor de sangue, gritando meu santo nome enquanto me sentia transformado num grande touro indomável.&lt;br /&gt;Todos se apavoraram e correram de um lado a outro na tentativa de fugir desse touro louco que eu era, e nem se quer me achava tão perigoso. Só queria aquela mulher, a única que não me temia, que me desafiava na incessante dança volúpia em volta da fogueira.&lt;br /&gt;Aproximava-me despido, mãos e pernas tocando o solo árido num olhar febril feito bicho faminto, aos pés de Ana Rosa mergulhei meus pelos até chegar em suas coxas levantando seu vestido bordada com meu peito cheio de ar entre suas flores.&lt;br /&gt;Cheirava suas coxas, tinha sede na virilha e sentia seu gosto na língua que pincelava lhe aliviando o calor do corpo.&lt;br /&gt;Estava completamente nua por baixo daquele vestido, já sentia sua fonte de água descer da montanha até migrar em meus lábios trazendo vida á esse solo seco e rachado do sol.&lt;br /&gt;Ana Rosa dançava em cima da minha língua, boca, lábios... Carnes.&lt;br /&gt;Era feito um ritual, sentia que estava sendo observado pela floresta e que aquele fogo remetia símbolos de proteção e força para que aquele momento de prazer maior se consagrasse.&lt;br /&gt;Ana Rosa era uma oferenda e não falava se quer uma palavra, mas seus olhos lhe traiam constantemente.&lt;br /&gt;Movimentava-se nessa insaciável vontade até que a música imaginária em sua cabeça parou de tocar.&lt;br /&gt;Ana Rosa arremessou meu corpo para trás deixando cair de costas ao chão atordoando minha consciência.&lt;br /&gt;Quando meus olhos recobraram a realidade estava com os pulsos amarrados por uma fita vermelha, Ana Rosa segurava em suas mãos uma faca de pirata que acabara de amolar na pedra.&lt;br /&gt;Iniciava uma série de exibições e um dialeto que não tinha a menor tradução; meu corpo temia a sentença de morte, sacrificado feito cordeiro em seu fruto ventre.&lt;br /&gt;Supliquei por minha vida enquanto ela tapeava minha face, a faca fria foi escorregando por entre meu peito até chegar ao meu mastro, rapidamente ela subiu a faca aquecida pelo medo e gargalhou como se tudo não passasse de uma piada, ela ria e se divertia com minhas carnes trêmulas.&lt;br /&gt;Já me sentia salvo e tranqüilizado, ria também enquanto ela se distanciava de costas pra mim com a faca apontada para o chão.&lt;br /&gt;Ainda na gargalha lhe pedi para que me libertasse das fitas vermelhas que me prendiam. Tudo silenciou enquanto rapidamente seu corpo girava; meus dentes travaram e o suor escorreu da testa, perdi a fala com aquela lamina arremessada em minha direção penetrando o tronco da árvore do meu lado direito.&lt;br /&gt;Ana Rosa foi chegando mais perto com todo aquele instinto, ouvia sua respiração forte e lenta mais próxima do meu ouvido, sua língua na minha orelha, seu queixo em meu pescoço e a nuca envolvida pelo ar apressado das narinas.&lt;br /&gt;Aos poucos foi me deixando sem ar com seus lábios me tocando o mamilo, sentia uma fervura em sua boca, na sua saliva feito larvas de vulcão que despejavam peito adentro.&lt;br /&gt;Meu mastro tocava levemente suas costelas enquanto Ana Rosa subia e descia sua língua.&lt;br /&gt;Quanto mais lento, mais prolongada era a excitação.&lt;br /&gt;Ana Rosa se mostra potente e valente ao agarrar meu mastro encarando-me com ar de quem está no comando.&lt;br /&gt;Outra tapa na face, minha cabeça ferve.&lt;br /&gt;Depois da tapa o beijo apaixonado e apressado como se fosse o último de um adeus.&lt;br /&gt;Suas pernas se entrelaçam em minha cintura até deslizar se apoiando com as pontas dos pés ao chão e o restante do corpo seguro no abraço trancado em meu pescoço feito “figueira estranguladora” invadindo todo o corpo me roubando os movimentos.&lt;br /&gt;Novamente me encara encostando sua testa na minha, me levanta os braços amarrados em louvor, seu corpo de costas faz peso em meu peito e sua nuca se encaixa em minha boca.&lt;br /&gt;Ana Rosa se esfrega me sentindo por cima de suas flores estampadas em seu vestido, aos poucos levantando até a cintura ainda no roçado violento, meus dentes abocanham os laços de suas costas cobertas libertando suas asas do cativeiro da inocência.&lt;br /&gt;Desço o braço sobre seus ombros e prendo Ana Rosa pela mesma fita que me aprisiona.&lt;br /&gt;Fita vermelha presa ao seu pescoço e corpo molhado, Ana Rosa prendia os dentes num gemido enquanto meu mastro lentamente ia escorregando em sua gruta úmida, rosada.&lt;br /&gt;Sua cintura se movimentava pra frente e para trás, era como se suas vértebras comandassem a infiltração de meu mastro que parecia estar estrangulado de tanto aperto e apelo dessa louca cigana.&lt;br /&gt;O céu em púrpura findava.&lt;br /&gt;O dia desaparecia feito areia esgotada da ampulheta.&lt;br /&gt;Meu olhar estava no mais alto esplendor enquanto Ana Rosa gemia boquiaberta escorrendo sal dos lábios.&lt;br /&gt;Brasas em cinzas estavam se transformando, gotas de chuva apagavam o calor da mata menos a chama acesa dentro de Ana Rosa que segurava minhas nádegas me empurrando pra dentro até me afogar em suas águas.&lt;br /&gt;Sentia meu mastro ancorado dentro de sua fonte d’água salgada batendo no fundo, no chão dessa imensidão de mistério.&lt;br /&gt;Uma chuva torrencial desfigurava, borrava nosso rosto e cabelo, tudo se misturava, éramos um, feito argila que se compõem nas mãos da mata.&lt;br /&gt;Rolam os corpos virando lama, misturando bocas, línguas, mamilos, gemidos e sussurros.&lt;br /&gt;Desfragmento-me de seu corpo e o laço é desfeito pelo desespero do gozo que enfim sentíamos estar se aproximando.&lt;br /&gt;Ana Rosa se arrastando pela lama, procurando meu corpo, se segura em minhas pernas até estar por inteira por cima do meu corpo.&lt;br /&gt;Ela me acaricia tendo um pouco mais de calma enquanto recupera o ar perdido. A chuva parece nos dar uma surra enquanto Ana Rosa se prepara para sentar em cima das minhas coxas e segurar meu mastro mirando à fonte do prazer, arrebatando minha vontade a indescritível alquimia lascívia.&lt;br /&gt;Pausada e lenta penetração que me queima todos os sentidos devolvendo o ar.&lt;br /&gt;Após está por completo dentro de Ana Rosa abraço suas costas largas me perdendo entre seus seios que no desespero de tê-los, me lambuzo inteiro, com chuva, vento e lama enquanto Ana Rosa se movimenta com mais velocidade e intenção.&lt;br /&gt;Uma sensação de quem acabara de nascer, grito escandalosamente ecoando mata adentro.&lt;br /&gt;Um prazer novo e diferente tal como o sentimento aguçado que Ana Rosa expelira naquele instante de clímax. Um temporal misturado de vento forte apagando os movimentos, copos trêmulos e parados num encaixe de gozo eterno, abraçados corpos etéreos.&lt;br /&gt;A chuva torrencial não para lá fora enquanto sinto o cheiro de Ana Rosa na página daquele livro.&lt;br /&gt;Visualizo suas mãos acariciando e folheando seu livro, capa branca, carvão.&lt;br /&gt;Cabelo dourado reluz ao sol do meu olhar; olhos esverdeados de mistério. Escreverei uma carta para contar o pouco que li do livro e devolverei pelo correio. A verdade é que nunca conseguirei ler seu livro inteiro e nem tão pouco por os olhos nessa capa sem virar lama outra vez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-4403987523291835451?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/4403987523291835451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=4403987523291835451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/4403987523291835451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/4403987523291835451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/camino-del-ana-rosa.html' title='Camino del Ana Rosa'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2420717626337695956.post-6398195198153393002</id><published>2008-02-19T14:02:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T12:27:20.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procura-se um corpo'/><title type='text'>Dormente Nica dos Anjos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; "&gt;Depois de todo cansaço, as pálpebras engolem o olho triste...&lt;br /&gt;Produção, reprodução... Estancada criatividade.&lt;br /&gt;Um escancaro na vontade alheia.&lt;br /&gt;A maquina quebra ao meio a cabeça do parafuso “eu”.&lt;br /&gt;Engolido pelo medo, aparente lâmpada di croica.&lt;br /&gt;Segue o corpo lento ao caminho de estrelas; escondido pela teia do inconsciente singular... Passos lentos e inseguros a caminho do meu próprio abismo.&lt;br /&gt;Tudo escuro em meio ao sono turvo.&lt;br /&gt;Procuro parede pra tatear você e caio no vácuo.&lt;br /&gt;Leitoso e delicado ardor. Deleito-me em tuas tetas de mãe rainha das mamíferas.&lt;br /&gt;Desabotoado olhar despertado entre os ponteiros da sala marcando qualquer hora preguiçosa; em tuas mãos desarmadas meu mamilo abre e fecha em tua língua ardente.&lt;br /&gt;Ao redor de tantos anjos estou esparramada em uma mesa de jantar esperando a redenção da carne.&lt;br /&gt;Um banquete enorme para um batalhão de anjos caídos de um céu que não existe mais...&lt;br /&gt;De corpo dormente, amordaçado e proibido eu sou o alimento.&lt;br /&gt;- Acende a luz Franz!&lt;br /&gt;...E era assim que ela interpretava meus escritos, do tipo monólogo...&lt;br /&gt;Nica aparece feito quem ta morrendo de fome e de sede atropelando minha porta. Um salto acrobático em minha cama vasculha e facilmente encontra mais um, de muitos papeis amassados e atirados no armário boquiaberto esquecido.&lt;br /&gt;Luz, sem câmera e muita ação! Senhoras e senhores invisíveis lhes apresento a frenética Nica... (enquanto a observo do sofá, feito platéia de circo).&lt;br /&gt;De lanterna acesa na cara, Nica derrama um rio de palavras malucas dessa boca pequena que me dá tanto entusiasmo.&lt;br /&gt;Eu ficaria essa e as outras vidas existentes e inexistentes, observando aquela boquinha sem batons, mas de carne crua grossa, rosada na boca.&lt;br /&gt;Era de mim que ela falava e usava o corpo para responder minhas pulsações nervosas escritas naquele papel.&lt;br /&gt;Era uma espécie de chamado quando seu corpo se jogava pra frente e pra trás me mostrando cada vez mais forte a nudez naquelas transparências que a cobriam para minha certeza improvável.&lt;br /&gt;Mesmo na certeza ou na incerteza dos fatos minha mão já estava agarrada ao mastro por dentro da calça, de zíper aberto à calça engolia minha mão e devolvia inconscientemente.&lt;br /&gt;Naquela escuridão toda, Nica de olhos fechados e os meus bem abertos não perdiam um segundo de sua respiração, pulsação e “diafragmentação”.&lt;br /&gt;- Então... O que você achou querido?&lt;br /&gt;Ela insistia em querer saber minha confirmação que já estava muito clara e evidente sob o olhar do mastro correspondente à sua performance avassaladora.&lt;br /&gt;- A gente poderia fazer uma parceria, você seria o escritor e eu a tua atriz...&lt;br /&gt;Mal sabia ela que eu não ligava a mínima para esses meus contos pós-pesadelo que eu insistia em amassar e jogar fora...&lt;br /&gt;Eu faria uma parceria contundente em nossas histórias mais agridoces desse meu quarto cinza amadeirado.&lt;br /&gt;Se eram palavras que ela queira? Desamassaria todos os pesadelos antigos e grudava em seu corpo usando a cola de saliva que deslizava em meus lábios, famintos por esse corpo de boneca de pano alvo.&lt;br /&gt;- Você sempre fica mudo quando tento te convencer que é um cara e tanto nesses teus textos malditos que me dá arrepio só de imaginar teu imaginário.&lt;br /&gt;Realmente eu estava preso no sofá, calado, mal piscava os olhos, sentia-os queimar com o vento gelado que entrava pela janela e se instalava olho adentro... Quase me estuprando a retina.&lt;br /&gt;Para mim, Nica ainda continuava encenando. Não queria que ela parasse por ali.&lt;br /&gt;O filme continuava sem sentido algum, tomaria outro rumo, quem sabe ela me enxergaria com outros olhos, sem ser os meus e se ajoelharia me pedindo perdão.&lt;br /&gt;Já que a boca da calça estava aberta, não lhe custava nada puxar a língua de dentro da boca da calça e chupá-la com toda sede que demonstrava pelas palavras.&lt;br /&gt;Sentia essa prece fervorosa em meu mastro se ardendo entre o muco, os dentes e a língua, tudo se misturava me afogando de tanta saliva que transbordava de dentro da sua boca.&lt;br /&gt;Olhava discretamente seu pescoço em movimentos salivando e engolindo deixando sua sede saciada, já não morreria mais da sede que tinha, não mais pelas palavras e sim pela minha essência.&lt;br /&gt;Era o mais puro de mim que poderia doar em sua boca pequena, deixaria meu leite derramar e escorrer garganta adentro, percorrendo vias misteriosas de seu corpo que eu não conseguiria enxergar à olho nu mas sentiria por onde caminhara... Pelo tremor de seu corpo e arrepio de seus pêlos.&lt;br /&gt;Eu era o santo e a mulher em meus pés pedia um milagre, alguma forma de lhe trazer a salvação de seus dias plenos de excitação.&lt;br /&gt;E para isso, santo não precisava falar, nem gesticular feito mudo nem tão pouco lhe manusear como objeto de decorar.&lt;br /&gt;Ficava feita estatueta de museu, de mastro erguido, guerreiro dessa mulher que matava sua sede, sua fome, suas vontades e as alheias de comentários contidos não mais esquecidos, praticáveis naquele santo momento.&lt;br /&gt;O mundo lá fora parecia que entrava em guerra enquanto lá dentro eu me instalava em Nica. As prateleiras despencavam os copos, os talheres e livros... Até meus óculos já estavam prestes a despencar da ponta de meu nariz que se equilibravam pela força gravitacional.&lt;br /&gt;Como tudo que sobe desce, Nica exagerava no subir e descer de cima do meu mastro que já estava prestes a explodir como a cidade lá fora.&lt;br /&gt;Essa mulher se virava de frente, me puxava à camisa, me batia no peito, gritava meu santo nome em busca de qualquer palavra proferida de minha boca muda.&lt;br /&gt;Eis meu sorriso sem lhe mostrar os dentes enquanto jorrava dentro de sua gruta todos os verbetes contidos dentro de mim.&lt;br /&gt;Foi uma aula pra essa aluninha de teatro místico.&lt;br /&gt;Ela usava as palavras mais impróprias para um santo milagreiro que acabara de cumprir mais uma missão honrosa na terra.&lt;br /&gt;Nica, essa boca pequena de dentes grandes... Mordedora de colarinho.&lt;br /&gt;Uma tapa no rosto, eu ainda não tinha me livrado de Nica.&lt;br /&gt;- Diga alguma coisa seu infeliz!&lt;br /&gt;Arrumei os óculos com a ponta do dedo e continuei mudo a olhar pra ela.&lt;br /&gt;Nica parece um furacão de tanto girar pelo quarto e arremessando todos meus pertences pendurados ao chão.&lt;br /&gt;No meio daquela fuzarca ela se misturava feito convulsiva chamando minha atenção...&lt;br /&gt;Um aplauso e um cigarro aceso no canto da boca é tudo que consigo fazer naquele instante de encenação perfeita.&lt;br /&gt;Nunca havia presenciado tamanha apresentação exclusiva.&lt;br /&gt;Seu corpo levanta e se põe de quatro mirando seu olhar ao meu peito como um touro louco prestes a me chifrar a qualquer desfecho.&lt;br /&gt;Quando menos percebi Nica tinha saltado em cima de mim me derrubando para trás juntamente com o sofá que me sustentava.&lt;br /&gt;Suas coxas pressionavam meus ouvidos, agora eu era surdo e mudo, deixava de ser santo para ser um gato que lambe a fêmea, num gesto de afeto.&lt;br /&gt;Meu afeto era lamber sua suculenta gruta negra que pingava em minha boca seu mel amargo de vontade.&lt;br /&gt;Nica esfregava em minha cara aqueles lábios que me cobriam o nariz, a língua, a boca, meu rosto...&lt;br /&gt;Eu estava com falta de ar, com seu peso em meu pescoço.&lt;br /&gt;As coxas me apertando a cabeça prestes a saltar meu cérebro para fora.&lt;br /&gt;Nica estava enfurecida, saltitante, usando e abusando meu rosto da melhor forma...&lt;br /&gt;De rosto úmido o padre jogava água benta em meu rosto gritando:&lt;br /&gt;- Sai de retro satanás, essa é a casa de Deus e o diabo não habita nesse lar!&lt;br /&gt;Eram meus joelhos dormentes dobrados não sei há quanto tempo, meu zíper aberto e meu mastro que acabara de fluir nas costa do banco da frente enquanto eu tinha visto Nica na santa presa do altar.&lt;br /&gt;Levantei meu corpo magro, cambaleante e dormente me expulsei até chegar à escadaria da igreja.&lt;br /&gt;Olhei para todos os lados e lá fora o mundo parecia continuar em guerra, algo no bolso me perturbando fazendo contra peso do meu equilíbrio.&lt;br /&gt;Era um recadinho em letras miúdas:&lt;br /&gt;Já cansei de te chamar, acho que você está em completa devoção e não vou querer interromper esse momento sua de fé.&lt;br /&gt;Qualquer coisa me liga quanto sair da igreja.&lt;br /&gt;Seus textos são ótimos!&lt;br /&gt;Beijos da Nica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2420717626337695956-6398195198153393002?l=franzoliver.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzoliver.blogspot.com/feeds/6398195198153393002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2420717626337695956&amp;postID=6398195198153393002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/6398195198153393002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2420717626337695956/posts/default/6398195198153393002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzoliver.blogspot.com/2008/02/dormente-nica-dos-anjos_19.html' title='Dormente Nica dos Anjos'/><author><name>Harley Machiavel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871090400579912341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_B9u24aVZEYI/TS78x_L1CnI/AAAAAAAAELk/8XEFD17nWMM/S220/DSC00466.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
